É cada vez mais comum lermos matérias referente a corrupção policial no Brasil. Esta semana mesmo um repórter cinematográfico teve seu material confiscado por policiais em São Paulo, o profissional estava trabalhando em uma matéria sobre corrupção policial na Vila Jacuí.
Me recordo de quando eu era criança e sentia medo de policia. Minha mãe dizia que não precisava sentir medo destes profissionais pois ele existiam para nos proteger dos homens maus, e completou dizendo: "assim como o He-Man do desenho que protege o Castelo de Greyscow do Esqueleto". E do desenho do He-Man eu entendia.
Me lembro que eu tinha uma espada amarela, igual a que o meu super herói favorito usava. Não foram poucas as vazes que eu levantava a espada para o alto e gritava: "pelos poderes de Greyscow, eu tenho a força". O tempo foi se passando e o He-Man foi ficando para traz. Outros desenhos foram surgindo. Fui Capitão Planeta. Fui ThunderCats. Fui Power Rangers . Então eu cresci, cresci e acabei com as coisas de menino, as fantasias de criança foram ficando pra traz.
Eu cresci e a violência na sociedade também já tinha aumentado muito. Mas de certa forma eu até me sentia seguro, pois o número de policias também haviam aumentado. Eu acreditava no trabalho deles, afinal desde criança eu conseguia enxergá-los como heróis.
E o tempo continuou passando, e notícias de corrupção policial começou a ser cada vez mais comum. E uma frustração me acomete sempre que vejo matérias sobre policiais corruptos. É como se eu voltasse aos sete anos de idade num episódio do desenho do meu super herói favorito eu testemunhasse o He-Man entregando a espada nas mãos do vilão Esqueleto e se aliando a ele, entregando-lhe o poder de governar o Castelo de Greyscow.
Hoje é difícil saber quem é o mocinho e quem é o vilão. O sistema que deveria trazer segurança para a sociedade está em crise.
Acho que agora só resta se trancar dentro de casa e num suspiro de decepção dizer: "Oh! E agora quem poderá nos defender?" Quem sabe não aparece um super herói novo, todo atrapalhado , dentro de sua farda vermelha com uma marreta na mão dizendo: "Eu, Chapolin Colorado. Não contavam com a minha astúcia? Sigam-me os bons!"
Por: Marcelo Maropo.

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