domingo, 27 de março de 2011

O desafio diário dos passageiros de transporte público.

      Tarifa de transporte coletivo: r$ 2,85. Não precisar depender de ônibus: não tem preço.


      As empresas de transporte coletivo deveriam pagar para os passageiros utilizarem seus serviços. Ora, claro que sim. Pra começar se você tiver  um compromisso com horário então terá que sair de casa com muito tempo de antecedência, pois pelo menos quarenta minutos é para ficar esperando o “busão”. 
      Quarenta e cindo minutos depois lá vem ele, cheio, muito cheio.  Então você pensa: “espero o próximo para ir sentado ou vou neste mesmo?”, rapidamente você recupera a sanidade e entra no ônibus antes que o “simpático” motorista arranque com tudo. Esperar o próximo para sentar durante a viagem é pura ilusão, ele nunca virá vazio, e você vai perder mais quarenta e tantos minutos. 
      Você entra e vai pagar a passagem e o cobrador vai logo dizendo que não tem troco. Para não ter que ficar ali na catraca esperando ele juntar troco você prefere contar as suas moedas, com o sacolejo do ônibus você acaba perdendo  algumas que saem correndo entre os pés dos passageiros. 
      Você vai se espremendo até achar um lugar menos “embolado” de gente, e você acha, este lugar está meio vazio pelo simples fato de ter uma mulher toda suja e exalando um enorme mau cheiro. Bravamente você consegue ficar ali por 30 segundos, parabéns!   
     Você então se dirige mais para o final do veículo, vai se esbarrando e se desculpando até conseguir um lugarzinho para colocar as plantas dos pés sem pisar em alguém. Neste lugar você fica por dentro dos últimos capítulos das novelas, sabe quem foi o eliminado do paredão do Big Brother e ainda fica por dentro dos fatos mais dramáticos ocorridos no mundo nas últimas horas. Esta ala do “busão” tem alguma televisão? Claro que não, são apenas aquelas conversas entre “comadres” dentro do ônibus, elas não se conhecem, mas sempre tem alguma opinião ou informação para compartilhar. O que elas mais gostam de compartilhar na verdade é a vida das suas patroas. 
     E sua viagem vai prosseguindo, de repente uma mulher se levanta para descer na próxima parada e você enxerga uma oportunidade de sentar um pouco, mas você é lerdo e um pirralho corre na sua frente, senta-se, abre a mochila, tira seu mp3, seleciona uma musica e a compartilha com todos a bordo.  E então meu caro, você vai curtindo um pagodinho até que chegue ao seu destino final. E olha como você está com sorte, não vão duas musicas inteira e o pirralho desce do ônibus. Agora sim você consegue se sentar, e a sua vizinha de banco também tem uma musica para compartilhar com todos, mas ela nem quis saber se você curte rock. Você pensa: “poderia ser pior, poderia ser funk”.   
     O som já nem incomoda mais, o pior esta no sacolejo do veículo, seus órgãos internos parecem estar todos misturados e desordenados dentro da barriga. 
     Seu ponto está próximo, mal você se arruma para se levantar e já têm duas pessoas  fechando sua passagem na tentativa de disputar seu lugar. Você consegue se desvencilhar com dificuldades, caminha até a porta de saída e aperta o botão da campainha. Você sente-se um pouco aliviado por estar perto de descer, mas sabe que vai ter que caminhar um pouco, pois nunca existe uma linha de ônibus que passe exatamente em frente ao endereço que você quer. 
     O motorista ignora o sua solicitação de parada e passa do seu ponto, você fica furioso, e com toda razão, pois terá que andar muito mais agora. Num impulso de raiva e desespero você grita: “motorista seu incompetente, não viu que eu apertei essa merda?” O motorista devolve: “não meu querido, você apertou a válvula da descarga porque a merda vai descer é agora”. Ele para o veiculo, abre a porta e você desce xingando, utilizando todo seu repertório de palavrões pra cima “motô”. Você já fora do ônibus tenta correr até a frente do veículo para ameaçar o pobre coitado, mas ele arranca e sai com tudo, e a ultima coisa que você consegue ver é a plaquinha na lateral do ônibus: Tarifa r$ 2,85.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Em seis dias Japoneses reconstroem estrada destruída pelo tsunami.

  
    Impressionante! Em seis dias os japoneses reconstroem uma estrada totalmente destruída pelo tsunami.
   E vocês acham que eles descansaram no sétimo dia? Imagina, eles não são deuses, são trabalhadores, continuaram trabalhando e se organizando para reerguer a nação.
   Esta capacidade de organização e  força de vontade serve de exemplo para muitos parlamentares brasileiros que arrastam projetos melhorias em estradas por anos a fio, os usuários da Tras Amazônicas que o digam, não é mesmo?
   Com esse ritmo os japoneses estarão dentro de pouco tempo muito mais preparados para se receber uma Copa do Mundo de futebol do que o próprio Brasil, já que este caminha como a humanidade (exceto os japoneses) com passos de formiga e sem vontade.
  

Mania de perseguição.

  
     Maria é uma  jovem aparentemente  normal. Não apresenta nenhuma atitude suspeita de comportamento. Mas naquela manhã de segunda-feira estava meio agitada. Parecia estar com medo. Ela saiu de casa com muita pressa. Dava um passo e olhava pra trás. 
     Quando ela encontrava um grupo de pessoas por onde ela tinha que passar ela ficava menos tensa, como se ela pudesse contar com a ajuda daquelas pessoas caso alguém viesse abordá-la. Ela deu a última olhada pra trás, viu que não estava mais em perigo e entrou quase que correndo para dentro da Lan House. Cumprimentou o rapaz da recepção e comentou com ele: “Tenho a impressão de que estava sendo seguida”. 
     Ele perguntou se ela tinha visto alguém suspeito, ela respondeu que não, mas frisou que tinha uma sensação de que estavam seguindo ela.  
     – Por favor, coloque 1 hora de crédito para eu acessar a internet. Eu estava navegando em casa, mas a conexão caiu - disse Maria. 
     – Claro. Cabine número 5.  
     Maria se dirigiu para a cabine. Acessou suas redes de relacionamentos e quando entrou no Twitter quase gritou por não se conter de tanta alegria, havia mais 10 pessoas desconhecidas a seguindo, totalizando agora 170 seguidores.
    “Isto não é o máximo?”- pensou ela.  

quarta-feira, 16 de março de 2011

Herói ou bandido?


   É cada vez mais comum lermos matérias referente a corrupção policial no Brasil. Esta semana mesmo um repórter cinematográfico teve seu material confiscado por policiais em São Paulo, o profissional estava  trabalhando em uma matéria sobre corrupção policial na Vila Jacuí.
   Me recordo de quando eu era criança e sentia medo de policia. Minha mãe dizia que não precisava sentir medo destes profissionais pois ele existiam para nos proteger dos homens maus, e completou dizendo: "assim como o He-Man do desenho que protege o Castelo de Greyscow do Esqueleto".  E do desenho do He-Man eu entendia.
   Me lembro que eu tinha uma espada amarela, igual a que o meu super herói favorito usava. Não foram poucas as vazes que eu levantava a espada para o alto e gritava: "pelos poderes de Greyscow, eu tenho a força". O tempo foi se passando e o He-Man foi ficando para traz. Outros desenhos foram surgindo. Fui Capitão Planeta. Fui ThunderCats. Fui Power Rangers . Então eu cresci, cresci e acabei com as coisas de menino, as fantasias de criança foram ficando pra traz.
   Eu cresci e a violência na sociedade também já tinha aumentado muito. Mas de certa forma eu até me sentia seguro, pois o número de policias também haviam aumentado. Eu acreditava no trabalho deles, afinal desde criança eu conseguia enxergá-los como heróis.
   E o tempo continuou passando,  e  notícias de corrupção policial começou a ser cada vez mais comum. E uma frustração me acomete sempre que vejo matérias sobre policiais corruptos. É como se eu voltasse aos sete anos de idade num episódio do desenho do meu super herói favorito eu testemunhasse o He-Man entregando a espada nas mãos do vilão Esqueleto e se aliando a ele, entregando-lhe o poder de governar o Castelo de Greyscow.
   Hoje é difícil saber quem é o mocinho e quem é o vilão. O sistema que deveria trazer segurança para a sociedade está em crise.
   Acho que agora só resta se trancar dentro de casa e num suspiro de decepção dizer: "Oh! E agora quem poderá nos defender?" Quem sabe não aparece um super herói novo, todo atrapalhado , dentro de sua farda vermelha com uma marreta na mão dizendo: "Eu, Chapolin Colorado. Não contavam com a minha astúcia? Sigam-me os bons!"


 Por: Marcelo Maropo.